De Caiana a Caparaó
Hoje tomamos café no hotel em Caiana preparando-nos psicologicamente para enfrentar o dia de maior distância: cerca de 29 km até Caparaó.
Saímos em torno das 7:30 em direção à cidade de Espera Feliz. Tivemos subida e descida de uma serra, totalizando cerca de 8 km. De lá, conseguimos avistar nosso destino final, o Pico da Bandeira.
Chegamos em Espera Feliz, a cidade mais rica da região, devido à produção de café. É uma cidade muito bonita e organizada. Tomamos um café espresso e comemos um ótimo pão de queijo em uma padaria e conhecemos a igreja. A igreja matriz de Espera Feliz possui uma estátua do Caminho da Luz.
Percebi que nós, como peregrinos, fomos muito bem acolhidos na cidade.
Um dos moradores, ao passarmos, falou todo sorridente "Bem-vindos à Espera Feliz!". Eu respondi "Obrigado! É muito bonita a cidade!". E ele respondeu: "Foi por isso que vim do Rio de Janeiro para cá!". Logo depois, meu sogro encontrou um Flamenguista no caminho e já bateu um pouco de papo.
A Agatha nos falou que Espera Feliz é uma cidade que tem crescido muito devido à economia do café. Com certeza tem recebido muitos novos moradores.
Ao sairmos de Espera Feliz, nos perdemos um pouco nas ruas, mas acabamos encontrando o caminho correto logo depois. Andamos cerca de 1 km e vimos bonitas paisagens. Ao tentar tirar foto da paisagem, Tabata percebeu que havia perdido o celular. Ela lembrou que tinha tirado uma fotografia na igreja matriz. Nos organizamos para tentar recuperar o celular. Não conseguimos contato com táxi, e Agatha estava com o carro de apoio à nossa frente na estrada, mas em um local sem sinal, portanto, não conseguimos informá-la sobre o ocorrido.
Para tentar recuperar o celular, Tabata voltou na companhia do Toni pelo mesmo caminho dentro da cidade de Espera Feliz, enquanto prosseguimos a caminhada em direção à Caparaó.
Depois de cerca de 30 minutos andando no caminho, Mari conseguiu contatar Toni, que avisou que felizmente tinham conseguido recuperar o celular dentro da igreja. Alguns minutos depois, eles nos alcançaram no caminho com o táxi. Em agradecimento por ter conseguido recuperar o celular, fizemos uma oração coletiva e Tabata amarrou a sua fitinha dourada em uma cerca no nosso local de encontro. Essa fitinha dourada foi o que recebemos na reflexão de ontem, em que tínhamos que escrever na fita algo que gostaríamos de deixar de bom pelo caminho.
Depois de tudo ter dado certo, seguimos o caminho até encontrar Raul e Agatha no pátio de uma igrejinha, no distrito de Quicé, para o lanche de meio do percurso.
Depois do lanche, prosseguimos até o distrito de Pedra Menina. Eu, Mari e meu sogro decidimos plantar nossa árvore de Sombra de Vaca, que recebemos a semente no 1⁰ dia do caminho. Com muita emoção, e em intenção pela memória de minha sogra Sonia, plantamos em uma área em que não tinha árvores para sombra, ao lado de uma igreja Assembléia de Deus. Avisei algumas senhoras moradoras que tínhamos plantado as árvores e elas gentilmente desejaram que as árvores crescessem muito bem.
Seguimos o percurso por muitos quilômetros ao lado de um riozinho e vendo muitas fazendas de café, com pés plantados nos morros. Em um local de linda paisagem, Mari deixou sua fitinha dourada em uma cerca. Em outra parte do caminho, meu sogro deixou a sua fitinha.
Já muito cansados, chegamos em Caparaó em torno das 17h. Raul nos recepcionou na entrada da cidade. Fizemos uma oração na frente da igreja em agradecimento ao dia de hoje, e seguimos para a pousada da Regina. Ainda na rua, Regina nos encontrou, preocupada por termos demorado mais do que a média de outros peregrinos. Seguimos até a pousada e Regina já tinha nosso "almoço" preparado, com comida muito boa. A anfitriã é uma simpatia, mulher forte, trabalhadora e muito alegre.
Depois do "almoço", tomamos banho e fizemos liberação muscular com o massoterapeuta Joaquim, o que ajudou muito a reduzir o cansaço nas pernas. Às 20:30, Agatha fez uma pequena explicação de amanhã e Raul nos passou a tarefa de coletar uma folha de alguma árvore. Logo depois, tomamos uma ótima sopa de canjiquinha feita pela Regina.
Depois do dia de hoje, já começamos a ter a sensação de que o Caminho da Luz está chegando ao fim, e começamos a ter aquela saudade antecipada de algo que ainda não acabou. As pernas doem, mas a mente está mais tranquila do que nunca!
Abaixo algumas fotos de hoje.

































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