Primeiro dia
Hoje tomamos café no hotel Serpa, em Tombos, e caminhamos 2 km até a Cachoeira de Tombos, onde fica uma antiga usina hidrelétrica, reativada em 1980. Na descida até a hidrelétrica, meu sogro escorregou e logo deu um sentido ao nome da cidade. O pessoal que faz trilha disse que quem cai está "comprando o terreno". Meu sogro comprou o terreno com uma vista excelente para a Cachoeira.. kkkk.. OBS: ele não se machucou. Ficou tudo bem.
O marco zero do Caminho da Luz é a base da Cachoeira, perto do gerador da hidrelétrica. Ainda ontem, os guias contaram que esse Caminho de Tombos até o pico da Bandeira já era feito pelos indígenas desde muito tempo. Por isso, fizeram uma estátua em homenagem a eles no marco zero do Caminho. Os guias nos reuniram em uma roda para desejarmos um bom caminho, fizemos uma oração do Pai Nosso e aproveitamos para tirar algumas fotos.
A seguir, subimos até o mirante para enxergar a Cachoeira, mas estava muito nublado.
Voltamos para o hotel, recarregamos a água e seguimos a caminhada por dentro da cidade, seguindo as setas amarelas até sair de Tombos. Ainda dentro da cidade, alguns cachorros foram nos seguindo e tivemos que afastá-los. Os guias nos contaram que já houve relatos de cachorros que seguiram os peregrinos até outra cidade, e acabaram se perdendo.
Prosseguimos na estrada rural, podendo conversar e admirar a paisagem. Durante o trajeto, uma nova peregrina, a paulista Tabata, juntou-se ao grupo. Ao longo do caminho, cruzamos por moradores e pessoas da região. Todos desejando bom dia e boa caminhada, sempre com um sorriso no rosto. Os mineiros têm se mostrado muito simpáticos, carinhosos e receptivos.
Após mais ou menos 10 km, os guias Agatha e Raul estavam nos aguardando com um lanche muito completo, com frutas, bolachas, café e sucos. Também nos entregaram uma semente da árvore sombra de vaca, para plantarmos durante o caminho, no local que escolhermos. Pensamos em plantar em locais de pouca sombra.
Após o lanche, prosseguimos o caminho novamente, em torno de 10 km. Chegamos na cidade de Faria Lemos por volta das 15h, onde almoçamos em um restaurante local. A cidade de Faria Lemos é a menor da região. Tem uma igrejinha de arquitetura árabe, em homenagem a São Mateus evangelista, e, como em Tombos, ao prédio da antiga estação ferroviaria foi dada outra designação, no caso, parte da prefeitura.
Chegamos na pousada para tomar banho e descansar um pouco. Às 19h, os guias nos chamaram para explicar algumas questões importantes do trajeto de amanhã. Fizemos uma pequena meditação e reflexão. Por fim, saímos para jantar em uma lancheira da cidade.

























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